HAVANA, 2 de fevereiro – Cuba e os Estados Unidos estão se comunicando, disse um diplomata cubano à Reuters nesta segunda-feira, mas ainda não evoluiu para um “diálogo” formal.

Carlos Fernández de Cossio, subsecretário de Relações Exteriores de Cuba, disse à Reuters que Washington reconhece a “prontidão de Cuba para se envolver em um diálogo sério, significativo e responsável”.

“Trocamos mensagens, temos embaixadas, nos comunicamos, mas não podemos dizer que tivemos uma mesa de diálogo”, disse de Cossio à Reuters em entrevista no prédio do Ministério das Relações Exteriores em Havana.

Os comentários de de Cossio na segunda-feira foram o primeiro indício do lado cubano de que os dois países estavam conversando, mesmo que de forma limitada, depois que as tensões entre os dois países aumentaram no início deste mês, após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro, aliado próximo de longa data de Cuba.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que os Estados Unidos iniciaram conversações com os “mais altos funcionários” de Cuba, dias depois de declarar Cuba uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA e de ameaçar impor tarifas aos países que enviam petróleo para a ilha governada pelos comunistas.

“Acho que chegaremos a um acordo com Cuba”, disse o presidente Trump aos repórteres no domingo em sua mansão em Mar-a-Lago, Flórida.

Cuba já havia negado qualquer conversação com os Estados Unidos. Reuters

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