O Senado aprovou nesta quarta-feira (22) um projeto de lei que retira até R$ 5 bilhões das regras de limite de gastos previstas no arcabouço financeiro para cobrir os custos do Ministério da Defesa. O texto, apresentado pelo líder do PL, senador Carlos Portinho (PL-RJ), pela oposição unida e pelo governo. A proposta segue para análise na Câmara dos Deputados. O projeto foi apresentado no final de setembro e tramitou rapidamente – nem passou por comissão do Senado – para garantir suas chances de ser legalizado para o orçamento de 2026, que ainda será votado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Pela proposta, entre 2026 e 2031, o governo federal poderá deduzir das metas fiscais os gastos com projetos estratégicos de defesa nacional. Deste montante, pelo menos 35% deverão ser destinados a empresas nacionais. Assista aos vídeos que são tendências no G1 Além disso, a Defesa deve destinar 100% desses recursos para investimentos, não podendo ser usados, por exemplo, para custos salariais. Segundo o senador Portinho, a proposta garante que o Ministério da Defesa não sofrerá cortes obrigatórios de gastos por necessidade de cumprimento de regulamentações financeiras. “O objetivo deste projeto é garantir que o Ministério da Defesa tenha, anualmente, um orçamento mínimo, para garantir recursos financeiros estáveis ​​e previsíveis”, disse. O relator do Fundo da Indústria e Tecnologia, senador Randolph Rodríguez (PT-AP), rejeitou emenda ao texto que buscava retirar gastos das metas financeiras do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT). O fundo, criado em 2024, é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que busca captar recursos para aplicação em programas e projetos prioritários de desenvolvimento industrial, científico e tecnológico. Plenário do Senado Carlos Moura/Agência Senado durante sessão de votação

Source link