
Segundo o Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), a PCS continuou recebendo pagamentos da Fundação Saúde em Salem, mesmo três semanas após a revelação do escândalo que culminou com a prisão dos sócios da empresa. TCE ordena suspensão de pagamentos à PCS Saleme Três semanas após a revelação do escândalo envolvendo o laboratório PCS Saleme, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu suspender os pagamentos feitos pelo estado à empresa responsável para aprovar transplantes de órgãos com HIV. Com base nos relatórios apresentados no g1 e RJ2, a equipe técnica do TCE encontrou fortes evidências de que os pagamentos da Fundação Saúde foram direcionados aos principais órgãos da administração estadual de saúde pública. Somente por meio dos Termos de Reajuste de Conta (TAC), que são pagos sem contrato, foram 1,5 mil depósitos nos últimos 16 meses. Valor ultrapassa R$ 1 bilhão. Policiais arrombaram a porta para entrar no Laboratório PCS Lab Salim. Segundo apurou Reprodução/TV Globo TCE, a transferência do PCS do estado para Salem, investigado por experimento fracassado em laboratório que resultou na infecção pelo HIV em seis pacientes transplantados no RJ, continuou a ser feita, mesmo após a prisão dos sócios da empresa . Nas últimas três semanas, não houve lei administrativa que determinasse a suspensão dos pagamentos. A suspensão das transferências contratuais direcionadas é apenas uma fase da investigação do TCE sobre o assunto. Tribunal de Contas continua apurando se houve ordem de nomeação do Governo do Estado Os técnicos do TCE afirmam que a fundação de saúde contrata e remunera as empresas sem se preocupar com a qualidade do serviço, mas sim pela proximidade dos seus parceiros com agentes públicos influentes. Dr. Luizinho assume a Secretaria de Saúde do Governo do RJ Divulgação/RJ O Laboratório PCS Salim pertence a Walter Vieira e Mathews Teixeira Vieira, tio e primo do ex-secretário de Saúde, Dr. Luizinho, atual Deputado Federal do Rio de Janeiro. Técnicos judiciais lembram que o período em que Luizinho correspondeu à primeira nomeação do laboratório pela Fundação Saúde, segundo os integrantes do TCE, deu continuidade aos laços familiares e colocou em dúvida a possibilidade de direcionamento. Em Setembro, a fundação de saúde aprovou quatro pagamentos ao PCS Salem, apesar dos erros nos relatórios produzidos pelo laboratório. O valor total ultrapassa R$ 1,2 milhão. O órgão estadual ainda tramitava um aditivo ao contrato entre o estado e o PCS. Para o Tribunal de Contas do Estado, a continuação dos pagamentos demonstra desrespeito às boas práticas de governança e levanta suspeitas de direcionamento e preconceito. Segundo a investigação Conexões Suspeitas, uma das signatárias do acordo da Fundação Saud foi Alessandra Monteiro Pereira, na época diretora administrativa da fundação. Ele já foi secretário parlamentar do doutor Luizinho na Câmara dos Deputados e também está na mira do TCE. Quatro pessoas envolvidas no laboratório PCS Saleme foram presas. Reprodução/TV Globo RJ2 também mostrou que João Ricardo da Silva Piloto, então diretor-executivo da fundação de saúde, já tinha negócios com o proprietário e primo do PCS Salem, Mathews Teixeira. Luisinho. Outra empresa associada a Matheus e Doutor Luizinho, a LLR Serviços Médicos, foi contratada pela fundação. As empresas familiares de Piloto tinham o mesmo endereço que recebeu mais de R$ 50 milhões da Fundação Saúde Para os técnicos do TCE, João Ricardo da Silva Piloto trabalhou para direcionar recursos públicos para entidades empresariais específicas por meio de contratos emergenciais e termos de ajuste de contas. A área técnica de má gestão do TCE afirmou que as provas contra os envolvidos eram fortes. Segundo o tribunal, é provável que sejam constatados conluios, favoritismo indevido e esquemas fraudulentos. Uma empresa ligada à família de Duterte Luizinho, com filial no mesmo endereço da PCS, recebeu milhões da Fundação Saúde sem contrato. O relatório do TCE disse ainda que a má gestão do caso do laboratório PCS Salem destacou o impacto direto em vidas. Saúde dos cidadãos. “Este caso não é isolado, mas faz parte de uma história em que o recrutamento irregular e direccionado em benefício de pessoas devido a laços pessoais e/ou políticos ocorreu repetidamente”, afirma o relatório. Em nota, disseram as pessoas, a fundação de saúde informou que o pagamento ao PCS Salim já foi suspenso e ainda não foi informado pelo auditor judicial, mas informou que abriu inquérito e está cooperando com o inquérito da Polícia Civil. A fundação de saúde disse em comunicado que foram necessárias mais de 50 unidades administradas por organizações sociais e necessárias para recrutamento de emergência. O Laboratório PCS Salim informou que continua cooperando com a investigação. Dr. Luizinho diz que a apresentação feita por alguns técnicos do TCE causa estranheza e revolta. Segundo o deputado, o tribunal elaborou um conjunto de decisões e cometeu uma prática criminosa ao recorrer ao tribunal para elaborar um relatório político. Dr. Luizinho disse ainda que o documento não aponta nenhuma irregularidade cometida por ele. Procurada pela reportagem, Alessandra Pereira negou qualquer irregularidade e prometeu apresentar esclarecimentos ao TCE. João Ricardo Piloto também prestou esclarecimentos ao TCE e disse que os contratos emergenciais nunca tiveram como objetivo favorecer as empresas, mas sim garantir serviços.


















